Meu Deus, o que fazer?
Tenho me perguntado o que será da igreja evangélica no Brasil.
Tenho ido a algumas igrejas, assistido algumas “pregações”, ouvido alguns “louvores” e é vergonhoso como os “crentes” têm se distanciado do verdadeiro evangelho. Como não se prega mais a Palavra de Deus, simples e pura como ela sempre foi.
As igrejas viraram empresas. O reino de Deus virou um mercado e o evangelho uma grande jogada de marketing para encher os bolsos de pessoas que não tem nenhum compromisso com Deus. Fazem de tudo (tudo mesmo!) para “ganhar uma alma”. Vale tudo para encher suas congregações e ter seus nomes e o de seus ministérios nas paradas de sucesso do “mundo gospel”.
Os pastores viraram administradores de empresas. Gastam seu tempo e sua vida buscando recursos para manter suas megaigrejas e seus projetos milionários que nada trazem além de um entretenimento para o público. Shows gospel freqüentados por uma multidão eufórica, dando brados de júbilo e dançando ao som de ritmos frenéticos, seguidos de canções que mais parecem um mantra de tão repetitivas. No final de tudo, temos um amontoado de religiosos frustrados com sua vida espiritual, buscando satisfazer sua sede de Deus em uma vida descompromissada com a Santa Palavra. Tudo vale nestes últimos tempos.
“Evangelhos” estranhos
Hoje, num mundo com uma cultura de inovação, começou-se a inovar também o tipo de evangelho pregado. O evangelho genuíno, aquele da cruz, quase não se ouve mais. A maioria das pregações mais se parece com um show, no qual o pregador (e não Cristo) é o centro.
Triunfalismo ou Confissão Positiva e Evangelho da Prosperidade
Os mais pregados. O primeiro coloca o crente como um ser humano intocável e inatingível por qualquer tipo de maldade ou aflição desta vida. Seus propagadores costumam soltar frases como: “Você é mais do que vencedor”, “Hoje a tua benção vai chegar” “Determine a tua vitória”, “Ninguém vai te deter”, entre outras.
Suas pregações são muitas vezes recheadas de muitos gritos eufóricos, ensurdecedores, sempre com essas frases de efeito e afirmações extravagantes que levam a platéia ao delírio. Às vezes são silenciosas. Isto varia de igreja para igreja.
Dizem que o crente fiel não pode aceitar nenhum tipo de doença em seu corpo, porque Jesus já levou todas as nossas enfermidades. Também não deve aceitar a pobreza, pois a pobreza é um estado que caracteriza a falta de fé ou a vida de pecado que uma pessoa está vivendo. Mistura-se muito aí com a Teologia da Prosperidade. Não é raro ver pessoas testemunhando os resultados do encontro com Jesus na igreja tal do pastor fulano de tal: bênçãos financeiras, cura das mais terríveis enfermidades. Quem estava na miséria, de repente passa a ter quatro carros, várias casas, apartamentos, empresas. Mas em raros momentos ou em nenhum ouve-se dizer do arrependimento e da renúncia ao pecado, da transformação interior e do desejo de agora anunciar Jesus aos perdidos.
É vergonhoso ver como existem “líderes” que não se importam em enganar as multidões com suas heresias e ensinos estranhos à Palavra de Deus. As igrejas estão lotadas de pessoas interesseiras. Só freqüentam os cultos por causa das benções que são anunciadas. Meu Deus, até parece uma liquidação de bênçãos! Acham que Deus é o Papai Noel. Só o vêem quando precisam de seu favor.
A Confissão Positiva é um tipo de ensino que deixa bem claro que não devemos aceitar nenhum tipo de mal em nossas vidas. Aceitar doenças ou miséria é demonstração de incredulidade ou fraqueza espiritual. Dizem que temos o direito à cura, a comer o melhor desta terra. E chegam ao mais absurdo: declarar sem o mínimo de receio ou temor que Deus é OBRIGADO a nos abençoar se formos obedientes.
Que evangelho é esse que coloca a criatura como dona de seu criador, ao ponto de poder exigir as suas bênçãos?
Que ensino é esse que tira a responsabilidade das pessoas por suas próprias vidas, afirmando que suas enfermidades são demônios e seus pecados são culpa do Diabo?
Que cristianismo é esse que coloca Deus somente como um distribuidor de presentes para uma massa ávida por satisfazer seus mais insanos desejos e sonhos.
Quero a minha casa com tal piso, com tantos quartos, no lugar tal e o Senhor tem que me ouvir, pois eu sou dizimista fiel, sou ofertante. Não aceito menos do que isso. Eu declaro! Eu profetizo! Eu determino!
As mensagens , tanto pregadas quanto das músicas, são meras variações de um mesmo tema. Tudo é igual. Só se ouve falar de sonhos, de milagres, de vitória!
Pregadores preguiçosos não estudam, nem dedicam tempo ao preparo da mensagem. Quando vão pregar, preenchem o tempo com clichês e gritarias. As frases feitas que todos já decoraram. A igreja parece gostar dessas frases e vão ao delírio quando o pregador grita (estufando as veias do pescoço e quase perdendo a voz já no começo da pregação) que o milagre vai acontecer, que a benção vai chegar, que tem anjo de fogo na porta, no meio da igreja, em cima do altar, que hoje o fogo vai pegar e que só vai receber aquele que gritar glória a Deus, porque quando a igreja manda glória pra cima, Deus manda glória pra baixo. Só não sei onde eles encontram essas coisas na Bíblia!
Depois desta introdução bombástica aí começa a seção “Olhe pro irmão que está do seu lado e diga...”.
Depois de várias repetições e mais alguns gritos, quando já se foram uns vinte minutos e nenhuma edificação, o pregador começa a contar uma história da Bíblia, contextualizando-a ao máximo, para imitar o pregador famoso.
A pregação segue no mesmo estilo: “sua benção vai chegar”, “o anjo está com a bandeja na mão”, “seus inimigos vão aplaudir de pé a sua vitória”, “seus sonhos vão acontecer”, “não desista dos seus sonhos”...
Assim acontece até quase o final, quando começa a seção “retété”. O pregador diz que não vai mais pregar porque a glória de Deus é muito grande e ele não consegue mais pregar (na verdade ele não tem nada para dizer, porque não leu a Bíblia e nem preparou a pregação). Então ele começa a atacar alguns crentes que não foram contagiados pela “glória” de Deus que invadiu o lugar. Fica indignado com a “frieza” de alguns irmãos que não entram no “retété de Jeová” e começa a proferir adjetivos nada agradáveis a esses irmãos como “boca de lata”, “sorveteriano”, “gelateriano”, “boca travada” entre outros. Chega a dizer que esses irmãos não vão se acostumar no céu porque lá é lugar de “retété”. Meu Deus!
Para terminar a grande noite de milagres e poder de Deus, chama todos à frente, pedem a uma irmã que cante um, dois, três ou quatro “hinos de fogo”. Aí começa o “reboliço”, como muitos chamam.
Pense agora na igreja. Todos vão ao culto para alimentar-se da Palavra de Deus. Estão sedentos por ouvir o Senhor falar e acabam por ouvir uma pregação vazia e nada edificante. O pior é que a igreja está acostumando-se a isso. Onde iremos parar?
Quando começa o “reboliço” ou clímax do “retété”, aí se vê de tudo. Irmãos e irmãs “dançando no espírito”, pulando, jogando-se ao chão, arrastando-se como cobras, engatinhando como um quadrúpede, rugindo, grunhindo, latindo, piando, quebrando cadeiras, soprando uns nos outros, enquanto o pregador joga seu paletó e sua gravata mágica no meio do povo para fazer alguns caírem ao chão na “unção de Jeová”. E dizem que tudo isso é a liberdade do Espírito.
Uma fila se forma na frente do pregador e ele com seu sopro super-poderoso derruba dezenas de irmãos ao chão. Em meio a gritarias e bizarrias, alguns ainda caem ao chão como bêbados e começam a rir sem parar. É a “unção do riso”. Quando todos já estão cansados, então voltam aos seus lugares, termina o culto e todos vão embora dizendo que o culto foi uma benção. No outro dia (ou no mesmo!) voltam à vida de pecado e frieza em que estavam. Não aprenderam nada, não foram edificados, não prestaram seu culto racional. Apenas sentiram uma emoção que não foi suficiente para transformar ou abrir seus olhos. Porque a fé vem pelo ouvir, mas ouvir a Palavra de Deus e não os gritos ensurdecedores de pregadores despreparados, dizendo que foram guiados pelo Espírito Santo. Não acredito que o Espírito Santo dirija espetáculos como esses que vemos por aí quase todo dia. Acredito num culto com ordem e decência. Sou pentecostal, gosto do fogo, mas do fogo de Deus. Fogo estranho jamais.
Acredito no batismo com o Espírito Santo e sou batizado, acredito no dom de línguas, acredito nas profecias e em todos os dons do Espírito e que eles se manifestam hoje em dia assim como no passado. Creio que a manifestação do Espírito não é estática. Não estou dizendo que devemos fazer um culto parecido com uma missa católica, mas os exageros que ocorrem nas igrejas evangélicas de hoje estão um pouco longe do verdadeiro pentecostalismo: o bíblico.
Precisamos rever nossas práticas e ensinos. Precisamos nos preocupar mais com a qualidade do que é pregado e cantado nas igrejas. Devemos tomar cuidado e combater esses desvios, exageros e em muitos casos, podemos dizer até heresias, porque não conhecemos as conseqüências de tais práticas. A igreja está enfrentando muitas crises e a saída é retornar à Palavra de Deus. Nela, encontramos tudo o que precisamos saber para sempre acertar. Ela é o manual da Igreja. Não há como negar isso.
Precisamos pregar a verdade para que Deus abra os olhos dos lideres. Eles devem ensinar corretamente suas congregações para que todos experimentem qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus!
Chega de ensinos como a Teologia da Prosperidade, Triunfalismo, Retété, Cair no Espírito, Unção do Riso, Maldição Hereditária, transferência de unção, Adoração Extravagante, mensagens de auto-ajuda, guerra espiritual, exageros e bizarrias. Chega de sermos egoístas e interesseiros. Chega de ajuntar tesouros na terra e comecemos a granjear almas para o reino de Deus.
Vamos falar de Jesus. Ensinar sobre os dons do Espírito, falar de missões e da igreja perseguida. Vamos falar sobre renúncia e pecado, sobre ser fiel e sobre bom testemunho. Vamos anunciar a iminência da volta de Cristo, falar sobre o juízo final. Vamos pregar o verdadeiro evangelho!
Jesus está às portas e vem buscar uma igreja santa, especial, zelosa de boas obras. Será que estamos preparados?
Tenho me perguntado o que será da igreja evangélica no Brasil.
Tenho ido a algumas igrejas, assistido algumas “pregações”, ouvido alguns “louvores” e é vergonhoso como os “crentes” têm se distanciado do verdadeiro evangelho. Como não se prega mais a Palavra de Deus, simples e pura como ela sempre foi.
As igrejas viraram empresas. O reino de Deus virou um mercado e o evangelho uma grande jogada de marketing para encher os bolsos de pessoas que não tem nenhum compromisso com Deus. Fazem de tudo (tudo mesmo!) para “ganhar uma alma”. Vale tudo para encher suas congregações e ter seus nomes e o de seus ministérios nas paradas de sucesso do “mundo gospel”.
Os pastores viraram administradores de empresas. Gastam seu tempo e sua vida buscando recursos para manter suas megaigrejas e seus projetos milionários que nada trazem além de um entretenimento para o público. Shows gospel freqüentados por uma multidão eufórica, dando brados de júbilo e dançando ao som de ritmos frenéticos, seguidos de canções que mais parecem um mantra de tão repetitivas. No final de tudo, temos um amontoado de religiosos frustrados com sua vida espiritual, buscando satisfazer sua sede de Deus em uma vida descompromissada com a Santa Palavra. Tudo vale nestes últimos tempos.
“Evangelhos” estranhos
Hoje, num mundo com uma cultura de inovação, começou-se a inovar também o tipo de evangelho pregado. O evangelho genuíno, aquele da cruz, quase não se ouve mais. A maioria das pregações mais se parece com um show, no qual o pregador (e não Cristo) é o centro.
Triunfalismo ou Confissão Positiva e Evangelho da Prosperidade
Os mais pregados. O primeiro coloca o crente como um ser humano intocável e inatingível por qualquer tipo de maldade ou aflição desta vida. Seus propagadores costumam soltar frases como: “Você é mais do que vencedor”, “Hoje a tua benção vai chegar” “Determine a tua vitória”, “Ninguém vai te deter”, entre outras.
Suas pregações são muitas vezes recheadas de muitos gritos eufóricos, ensurdecedores, sempre com essas frases de efeito e afirmações extravagantes que levam a platéia ao delírio. Às vezes são silenciosas. Isto varia de igreja para igreja.
Dizem que o crente fiel não pode aceitar nenhum tipo de doença em seu corpo, porque Jesus já levou todas as nossas enfermidades. Também não deve aceitar a pobreza, pois a pobreza é um estado que caracteriza a falta de fé ou a vida de pecado que uma pessoa está vivendo. Mistura-se muito aí com a Teologia da Prosperidade. Não é raro ver pessoas testemunhando os resultados do encontro com Jesus na igreja tal do pastor fulano de tal: bênçãos financeiras, cura das mais terríveis enfermidades. Quem estava na miséria, de repente passa a ter quatro carros, várias casas, apartamentos, empresas. Mas em raros momentos ou em nenhum ouve-se dizer do arrependimento e da renúncia ao pecado, da transformação interior e do desejo de agora anunciar Jesus aos perdidos.
É vergonhoso ver como existem “líderes” que não se importam em enganar as multidões com suas heresias e ensinos estranhos à Palavra de Deus. As igrejas estão lotadas de pessoas interesseiras. Só freqüentam os cultos por causa das benções que são anunciadas. Meu Deus, até parece uma liquidação de bênçãos! Acham que Deus é o Papai Noel. Só o vêem quando precisam de seu favor.
A Confissão Positiva é um tipo de ensino que deixa bem claro que não devemos aceitar nenhum tipo de mal em nossas vidas. Aceitar doenças ou miséria é demonstração de incredulidade ou fraqueza espiritual. Dizem que temos o direito à cura, a comer o melhor desta terra. E chegam ao mais absurdo: declarar sem o mínimo de receio ou temor que Deus é OBRIGADO a nos abençoar se formos obedientes.
Que evangelho é esse que coloca a criatura como dona de seu criador, ao ponto de poder exigir as suas bênçãos?
Que ensino é esse que tira a responsabilidade das pessoas por suas próprias vidas, afirmando que suas enfermidades são demônios e seus pecados são culpa do Diabo?
Que cristianismo é esse que coloca Deus somente como um distribuidor de presentes para uma massa ávida por satisfazer seus mais insanos desejos e sonhos.
Quero a minha casa com tal piso, com tantos quartos, no lugar tal e o Senhor tem que me ouvir, pois eu sou dizimista fiel, sou ofertante. Não aceito menos do que isso. Eu declaro! Eu profetizo! Eu determino!
As mensagens , tanto pregadas quanto das músicas, são meras variações de um mesmo tema. Tudo é igual. Só se ouve falar de sonhos, de milagres, de vitória!
Pregadores preguiçosos não estudam, nem dedicam tempo ao preparo da mensagem. Quando vão pregar, preenchem o tempo com clichês e gritarias. As frases feitas que todos já decoraram. A igreja parece gostar dessas frases e vão ao delírio quando o pregador grita (estufando as veias do pescoço e quase perdendo a voz já no começo da pregação) que o milagre vai acontecer, que a benção vai chegar, que tem anjo de fogo na porta, no meio da igreja, em cima do altar, que hoje o fogo vai pegar e que só vai receber aquele que gritar glória a Deus, porque quando a igreja manda glória pra cima, Deus manda glória pra baixo. Só não sei onde eles encontram essas coisas na Bíblia!
Depois desta introdução bombástica aí começa a seção “Olhe pro irmão que está do seu lado e diga...”.
Depois de várias repetições e mais alguns gritos, quando já se foram uns vinte minutos e nenhuma edificação, o pregador começa a contar uma história da Bíblia, contextualizando-a ao máximo, para imitar o pregador famoso.
A pregação segue no mesmo estilo: “sua benção vai chegar”, “o anjo está com a bandeja na mão”, “seus inimigos vão aplaudir de pé a sua vitória”, “seus sonhos vão acontecer”, “não desista dos seus sonhos”...
Assim acontece até quase o final, quando começa a seção “retété”. O pregador diz que não vai mais pregar porque a glória de Deus é muito grande e ele não consegue mais pregar (na verdade ele não tem nada para dizer, porque não leu a Bíblia e nem preparou a pregação). Então ele começa a atacar alguns crentes que não foram contagiados pela “glória” de Deus que invadiu o lugar. Fica indignado com a “frieza” de alguns irmãos que não entram no “retété de Jeová” e começa a proferir adjetivos nada agradáveis a esses irmãos como “boca de lata”, “sorveteriano”, “gelateriano”, “boca travada” entre outros. Chega a dizer que esses irmãos não vão se acostumar no céu porque lá é lugar de “retété”. Meu Deus!
Para terminar a grande noite de milagres e poder de Deus, chama todos à frente, pedem a uma irmã que cante um, dois, três ou quatro “hinos de fogo”. Aí começa o “reboliço”, como muitos chamam.
Pense agora na igreja. Todos vão ao culto para alimentar-se da Palavra de Deus. Estão sedentos por ouvir o Senhor falar e acabam por ouvir uma pregação vazia e nada edificante. O pior é que a igreja está acostumando-se a isso. Onde iremos parar?
Quando começa o “reboliço” ou clímax do “retété”, aí se vê de tudo. Irmãos e irmãs “dançando no espírito”, pulando, jogando-se ao chão, arrastando-se como cobras, engatinhando como um quadrúpede, rugindo, grunhindo, latindo, piando, quebrando cadeiras, soprando uns nos outros, enquanto o pregador joga seu paletó e sua gravata mágica no meio do povo para fazer alguns caírem ao chão na “unção de Jeová”. E dizem que tudo isso é a liberdade do Espírito.
Uma fila se forma na frente do pregador e ele com seu sopro super-poderoso derruba dezenas de irmãos ao chão. Em meio a gritarias e bizarrias, alguns ainda caem ao chão como bêbados e começam a rir sem parar. É a “unção do riso”. Quando todos já estão cansados, então voltam aos seus lugares, termina o culto e todos vão embora dizendo que o culto foi uma benção. No outro dia (ou no mesmo!) voltam à vida de pecado e frieza em que estavam. Não aprenderam nada, não foram edificados, não prestaram seu culto racional. Apenas sentiram uma emoção que não foi suficiente para transformar ou abrir seus olhos. Porque a fé vem pelo ouvir, mas ouvir a Palavra de Deus e não os gritos ensurdecedores de pregadores despreparados, dizendo que foram guiados pelo Espírito Santo. Não acredito que o Espírito Santo dirija espetáculos como esses que vemos por aí quase todo dia. Acredito num culto com ordem e decência. Sou pentecostal, gosto do fogo, mas do fogo de Deus. Fogo estranho jamais.
Acredito no batismo com o Espírito Santo e sou batizado, acredito no dom de línguas, acredito nas profecias e em todos os dons do Espírito e que eles se manifestam hoje em dia assim como no passado. Creio que a manifestação do Espírito não é estática. Não estou dizendo que devemos fazer um culto parecido com uma missa católica, mas os exageros que ocorrem nas igrejas evangélicas de hoje estão um pouco longe do verdadeiro pentecostalismo: o bíblico.
Precisamos rever nossas práticas e ensinos. Precisamos nos preocupar mais com a qualidade do que é pregado e cantado nas igrejas. Devemos tomar cuidado e combater esses desvios, exageros e em muitos casos, podemos dizer até heresias, porque não conhecemos as conseqüências de tais práticas. A igreja está enfrentando muitas crises e a saída é retornar à Palavra de Deus. Nela, encontramos tudo o que precisamos saber para sempre acertar. Ela é o manual da Igreja. Não há como negar isso.
Precisamos pregar a verdade para que Deus abra os olhos dos lideres. Eles devem ensinar corretamente suas congregações para que todos experimentem qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus!
Chega de ensinos como a Teologia da Prosperidade, Triunfalismo, Retété, Cair no Espírito, Unção do Riso, Maldição Hereditária, transferência de unção, Adoração Extravagante, mensagens de auto-ajuda, guerra espiritual, exageros e bizarrias. Chega de sermos egoístas e interesseiros. Chega de ajuntar tesouros na terra e comecemos a granjear almas para o reino de Deus.
Vamos falar de Jesus. Ensinar sobre os dons do Espírito, falar de missões e da igreja perseguida. Vamos falar sobre renúncia e pecado, sobre ser fiel e sobre bom testemunho. Vamos anunciar a iminência da volta de Cristo, falar sobre o juízo final. Vamos pregar o verdadeiro evangelho!
Jesus está às portas e vem buscar uma igreja santa, especial, zelosa de boas obras. Será que estamos preparados?