sexta-feira, 26 de março de 2010

A Igreja e a Perseguição

A história da Igreja de Deus tem sido sempre, desde a era apostólica até o presente, a história da graça divina no meio dos erros dos homens. Muitas vezes se tem dito isso e, qualquer pessoa que examine essa história com atenção não pode deixar de se convencer que assim é.

Lendo as Epístolas do Novo Testamento vemos que mesmo nos tempos apostólicos o erro se manifestou, e que a inimizade, as contendas, as iras, as brigas e as discórdias, com outros males, tinham apagado o amor no coração de muitos crentes verdadeiros.

Deixaram as suas primeiras obras e o seu primeiro amor e, alguns que tinham principiado pelo espírito, procuravam depois ser aperfeiçoados pela carne.

Mas havia muito mais do que isso. Não somente existiam alguns verdadeiros crentes em cujas vidas se viam muitas irregularidades, e que procuravam, pelas suas palavras, atrair discípulos a si, como também havia outros que não eram de modo algum cristãos, mas que entraram despercebidamente entre os irmãos, semeando ali a discórdia. Isto descreve o estado de coisas a que se referem os primeiros versículos do capítulo dois de Apocalipse, na carta escrita ao anjo da igreja em Éfeso.

Tempos de Perseguição

Porém estava para chegar um tempo de perseguição para a Igreja, e isso foi permitido pelo Senhor, na sua graça, afim de que se pudessem distinguir os fiéis.

Esta perseguição, instigada pelo imperador romano Nero, foi a primeira das dez perseguições gerais que continuaram, quase sem interrupção, durante três séculos.

“Por que razão permite Deus que o seu povo amado sofra assim?” Muitas vezes se tem feito esta pergunta, e a resposta é simples: é porque Ele ama esse povo. Podia haver, e sem dúvida há outras razões, porém a principal é esta: Ele o ama. “Porque o Senhor corrige o que ama” e se o coração se desviar, tornar-se-á necessária a disciplina.

Com que facilidade o mal se liga, mesmo ao melhor dos homens! Mas, na fornalha da aflição, a escória separa-se do metal precioso, sendo aquela consumida. Ainda mais, quando suportamos a correção de Deus, ele nos trata como filhos; e se sofremos com paciência, cada provocação pela qual Ele nos faz passar dará em resultado mais uma benção para a nossa alma. Tal experiência não nos é agradável, nem seria uma provocação se o fosse, porém, à noite de tristeza sucede a manhã de alegria, e dizemos como o salmista Davi: “Foi bom para mim, ter sofrido aflição”.

Este texto foi retirado do livro História do Cristianismo, de A. Knight e W. Anglin, lançado pela editora CPAD.

Minhas Conclusões:

O texto diz que a perseguição veio para corrigir, para purificar. Isso nos faz pensar na situação da igreja evangélica brasileira atualmente. Uma igreja grande em número, mas com tão pouca influência positiva na sociedade. Uma igreja que está quase na contramão do caminho que Deus planejou.

Vemos a igreja evangélica chegar aos canais de televisão até em horário nobre, às rádios. Temos arsenais de bíblias de estudo e livros (a maioria de auto-ajuda), DVD´s, CD´s, mega shows, mega espetáculos, uma grande rede de entretenimento gospel, cruzeiro gospel, restaurante gospel. Vemos a construção de mega igrejas com suas imensas estruturas. Eventos e mais eventos, encontros, shows, palestras (a maioria sobre dinheiro). Mas não vemos nada mudar na sociedade.

O jeito gospel de viver está conquistando cada vez mais as pessoas. Criou-se um grande mercado que usa o nome de Jesus para vender e as pessoas estão chamando isso de avivamento.

Por que será que falamos tanto de Jesus, mas é tão difícil ver Jesus em alguém. Será que não estamos como aqueles que no último dia irão dizer: “Senhor, nós profetizamos em Teu nome, Senhor, nós vendemos cd´s e dvd´s em teu nome, vendemos livros, água mineral, casa própria, seguro de vida e a marca da minha igreja. Tudo em teu nome! Mas infelizmente ele dirá: “Nunca vos conheci”.

Será que a igreja brasileira não está precisando de um pouco de perseguição? Longe de mim desejar isso. Mas às vezes fico pensando onde vamos parar com toda essa bagunça. Construímos um mundo pra nós e nos afastamos do mundo onde o Senhor Jesus nos mandou ser sal e luz. Criamos nossa música, nossa roupa, nosso jeitinho, nossos impérios enquanto o mundo vive na escuridão.

Acho que está na hora do fogo purificador de Deus passar pelas nossas vidas. Passar pela igreja brasileira. Não para destruí-la, mas para retirar as impurezas. Que Deus nos ajude a compreender Sua Palavra e nos achegar a Ele enquanto é tempo!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nossa Música Louva a Deus?


O debate sobre a música no meio evangélico parece que é interminável.

Muitas são as questões que envolvem esta discussão e congestionam fóruns na internet. Há várias teses e refutações, porém, poucas vezes se chega a um consenso sobre este tema.


Qual o ritmo certo para o louvor?

Podem-se utilizar todos os instrumentos para adorar a Deus?
Dança na igreja é correto?
Cantar música secular é pecado?

Embora para as pessoas mais esclarecidas estas perguntas pareçam irrelevantes, a maioria dos evangélicos se perde nestas questões. Há muito legalismo de uma parte e um liberalismo exagerado de outra.
Se em algumas igrejas é proibido o uso de instrumentos como bateria e guitarra, em outras as baladas de funk e música eletrônica substituem os cultos.
A Bíblia afirma que o povo perece por falta de conhecimento. E ainda diz: “errais por não conhecer as escrituras e nem o poder de Deus”. Falta ensino bíblico nas igrejas. Falta interesse em aprender.

Mas não são as questões de ritmo e instrumentos que quero colocar em pauta nesta postagem.
Quero discutir com os amados leitores a qualidade das letras das músicas que circulam no meio evangélico. As cantadas nas igrejas e as gravadas nos cd´s. Se bem que hoje as músicas mais cantadas nas igrejas são aquelas dos cd´s mais vendidos.
É impressionante como a maioria das músicas feitas para louvar a Deus está bem longe do verdadeiro louvor. Suas letras são pobres de conteúdo e sua essência nada tem a ver com o evangelho de Cristo.

Antropocentrismo
Em minha opinião, o maior problema na música evangélica são as letras antropocêntricas, isto é, letras que tratam, em sua essência, das necessidades da vida humana. O que não é correto, pois a canção deveria falar de Jesus e do evangelho.

Essas letras antropocêntricas, mescladas com uma forte pitada de triunfalismo, transformam-se em mensagens de auto-ajuda, que em nada edificam a igreja.
Geralmente falam de vitória, de milagres, de curas e prosperidade. Colocam o crente como alguém intocável e o exaltam ao ponto de se achar tão especial que jamais sofrerá as aflições deste mundo. E o pior, achar que ele é maior do que os outros porque é “ungido de Deus”. Ninguém pode tocá-lo, ninguém pode persegui-lo, nem maltratá-lo. Se alguém o fizer, será castigado severamente por Jeová.

Este problema atinge principalmente os pentecostais. Geralmente, quando estas músicas triunfalistas são cantadas, a igreja sente muito a “presença de Deus” ou entra no “reteté”, como se diz por aí, no meio do povo de Deus.
Um exemplo é a letra da música Sabor de Mel, que é um dos maiores sucessos do momento. Apesar de possuir algumas frases corretas, esta música traz uma mensagem totalmente deturpada da vida cristã e de quem é Deus.

O crente não está livre do sofrimento e da perseguição. Pelo contrário, Jesus mesmo afirmou que seriamos perseguidos por causa do Seu nome. Além de apresentar Deus como um Papai Noel, esta música traz um “sabor de vingança” e não de mel. Analise o trecho:

“Quem te viu passar na prova e não te ajudou
Quando ver você na benção vão se arrepender
Vai estar entre a platéia e você no palco
Vai olhar e ver Jesus brilhando em você”

Além de conter erros de ortografia, a música tenta provocar um desejo de vingança para quem está sendo perseguido. Quando ele alcançar a suposta vitória de Deus, vai poder exibir o troféu para todos os que o maltrataram. Meu Deus, onde está o evangelho de Cristo aí?

Como estas, existem muitas outras que exaltam o ser humano e colocam a Deus como um empregado. Seguindo o ritmo das pregações (?) triunfalistas e antropocêntricas, este tipo de música sempre traz frases como: “Deus vai te exaltar entre os seus irmãos”, “Eu declaro toda sorte de benção sobre a tua casa”, “Eu profetizo a vitória sobre a tua vida” “Eu quero de volta o que é meu”, “Determine a benção” “Ouse sonhar”, “Não desista dos teus sonhos” “Quem tem promessa não morre”, “Deus vai cumprir tudo o que tem te prometido”, “Você é mais que vencedor” “Hoje o meu milagre vai chegar”, entre muitas outras.

O número de músicas deste tipo é tão grande que se fossem enumerar os exemplos, ocuparia um grande espaço.
A igreja evangélica brasileira está sendo bombardeada com este tipo de mensagem nas músicas. Pouco se fala de Cristo e, quando se fala, é para ressaltar o que Ele pode fazer pelas pessoas. Os cantores não cantam mais hinos sobre a queda do homem e o amor de Deus em enviar seu único Filho para salvá-lo, sobre a volta de Jesus, sobre o amor ao próximo. Quando eles falam destes assuntos, utiliza-se de sensacionalismo e especulações.

Trocaram a simplicidade da Palavra de Deus pela psicologia de auto-ajuda. Os púlpitos viraram palcos para shows. Os ministros agora são artistas que massageiam o ego de uma platéia interesseira, cantando o que ela quer ouvir, enquanto ela contribui com gordas ofertas para que os ministros a deixem em paz. É a cultura hedonista de uma sociedade que acredita que o certo é aquilo que a faz feliz.
Uma sociedade que não se preocupa mais com a vontade de Deus. Uma sociedade que vê o Senhor como o gênio da lâmpada, a igreja como um shopping center de bênçãos e a oração como uma moeda de troca, usada em beneficio próprio. A fé é um amuleto para satisfazer os desejos egoístas e a Bíblia, um manual de como ser bem sucedido na vida.

Meu Deus! É tão difícil dizer estas coisas!
Queria que não fosse verdade. Infelizmente é a realidade da igreja evangélica brasileira. Uma igreja que tem inchado a cada dia, sem qualidade, sem ensino da Palavra. Uma igreja cheia de artistas (no sentido pejorativo da palavra). Cheia de mercenários tentando se promover à custa da ignorância do povo.

Ênfase Exagerada Ao Sobrenatural
Um outro problema nas letras das músicas evangélicas atuais é a ênfase dada ao sobrenatural. Palavras como milagre, fogo, poder, unção, mistério, manto e glória, entre outras, são largamente encontradas nos “hinos” hodiernos.
As emoções estão em primeiro plano. Confunde-se espiritual com místico e até com supersticioso.

As letras ressaltam de maneira exagerada e supersticiosa os milagres de Jesus, a manifestação do poder e da presença de Deus, os dons do Espírito Santo, os ministérios dados por Deus, a unção e a proteção de Deus sobre cada crente e a atuação do Espírito Santo na igreja. Além de confundir totalmente a atuação da milícia angelical, criando funções para os anjos segundo a criatividade do compositor, sem o menor apoio bíblico-teológico.

Estes assuntos e outros mais são tratados nas músicas sem a menor preocupação com a doutrina cristã. Muitas destas músicas são feitas por pessoas sem nenhuma formação teológica e musical, além de pouco conhecimento bíblico. Isso resulta no que vemos hoje na música cristã brasileira. Letras sem nenhum conteúdo de qualidade e com erros doutrinários gritantes. Letras que não tratam o sobrenatural da maneira correta, espiritualizando coisas naturais e banalizando a fé.

Eis alguns exemplos:
“500 graus de puro fogo santo e poder”, “quem mexer com crente ungido vai com a cara na poeira”, “determine, determine, determine a benção”, “recebe a cura, recebe a unção, unção de ousadia, unção de conquista, unção de multiplicação”, “quando a glória da igreja sobe, a glória de Deus desce”, “o varão do movimento acabou de chegar”, “vai haver um reboliço aqui neste lugar”, “se quiser receber é só glorificar”, etc.

Geralmente, este tipo de música, que dá ênfase exagerada ao sobrenatural, era mais cantada nas igrejas pentecostais, em ritmo de forró. Quando entoada, a igreja entrava no “manto”, como muitos dizem. Este “manto” significa que todos devem começar a gritar “glória a Deus” e “aleluia” o mais alto que puderem, pular e rodopiar até cair no chão e rolar pra lá e pra cá ou até mesmo se arrastar.

Hoje em dia, o forró não está mais em alta. Agora, predominam os ritmos chamados de “adoração”, que trazem letras repetitivas como um mantra.
A mesma coisa acontece quando estas músicas são entoadas. Com o surgimento das igrejas neo-pentecostais, também vieram outros modismos, como a unção do riso ou benção de toronto, a unção dos quatro seres, a unção do leão, a da lagartixa, entre outras. É muito difícil notar a diferença, hoje, entre uma igreja pentecostal e uma neo-pentecostal. A não ser por algumas exceções. A maioria das igrejas viraram cópias das cópias das cópias. Não há mais identidade. Assim acontece com a música. A maioria fala das mesmas coisas, são “meras repetições”. O que importa é vender!

A Influência da Música
A música sempre fez parte da vida do ser humano. Seja como arte ou ritual religioso, a música esteve presente em todas as eras, inserida no cotidiano da raça humana.
Na liturgia dos cultos cristãos, ela sempre exerceu importante papel, porém, nunca ocupou tanto espaço em nossas reuniões como agora. Depois do surgimento do chamado “mercado da música gospel”, a música religiosa saiu dos limites dos templos e invadiu as rádios, tv´s e os palcos das casas de shows.

Hoje são normais as estrelas da música gospel, artistas que se dizem ministros de louvor e que levam multidões eufóricas aos seus shows. Tem ídolo gospel, fã-clube gospel, show gospel, tietagem gospel e muito mais.

É importante que a música tenha sido contextualizada para alcançar mais jovens e pessoas de todas as classes sociais. O que devemos nos preocupar é com a banalização do louvor. Nem tudo que se toca nas rádios e shows serve para o culto. As letras das músicas nem sempre trazem em sua essência o louvor e a adoração a Deus.

Precisamos tomar cuidado para que o crescimento da igreja evangélica no Brasil não destrua a espiritualidade e o discernimento. Nós não precisamos abrir mão dos princípios bíblicos e da seriedade para alcançar os perdidos. Aliás, se não observarmos os mandamentos de Deus nem estaremos alcançando os perdidos, mas somente convencendo-os a mudar de religião. As pessoas não esperam que façamos bailes gospel. Elas não esperam uma igreja que fica tentando se igualar ao mundo para poder alcançá-lo. As almas querem e precisam ouvir a verdade! Precisam ser conscientizadas de sua situação diante de Deus e saber que Jesus Cristo é o único caminho que pode conduzi-las e Ele.

Através da música podemos fazer isso!
Nosso louvor precisa louvar a Deus e ao mesmo tempo, falar com os perdidos. Falar da situação do homem pecador, da graça e do amor de Deus, da morte e sacrifício de Jesus, da santificação e da vida com Deus, da volta do nosso Salvador!

Veja a diferença de alguns hinos antigos e compare com os hits do momento. Não estou dizendo que só os hinos antigos é que são bons. Há muitas músicas que realmente louvam a Deus, mas compare e veja a diferença.

“Foi na cruz, foi na cruz, onde um dia eu vi meu pecado castigado em Jesus”, “Sim, neste sangue lavado, mais alvo que a neve serei”, “Vem a Jesus sem demora, crê no Filho de Deus”, “Já sei, já sei, comprado com sangue eu sou”.

Precisamos nos preocupar com aquilo que estamos cantando e ser mais críticos com as letras que tem o propósito de louvar a Deus. Assim estaremos agradando ao nosso Deus e crescendo como Igreja.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Colheita 2009 vem aí!


A Colheita 2009 está chegando!

Nos dias 9, 10 e 11 de outubro, o Ministério de Jovens Geração Santa, pertencente à Igreja Visão Profética, estará promovendo seu 3º Congresso de Jovens.


Sob o tema "...como barro em Tuas mãos!", baseado em Jeremias 18.1-6, o evento tem o propósito de despertar nos jovens cristãos o interesse pela evangelização dos perdidos. O objetivo é falar sobre a importância do IDE de Cristo, ressaltando que todos nós, jovens, velhos, crianças, somos responsáveis por anunciar que o reino de Deus é chegado! A Grande Comissão não é uma tarefa para os líderes ministeriais ou para uns poucos escolhidos. Nem é privilégio de homens com boa retórica e diplomas. Todo salvo é comissionado a pregar o evangelho e anunciar a Cristo.


Este ano, o Congresso será um pouco diferente dos anteriores. Iniciará com três palestras fechadas somente para os inscritos. Sim, quem desejar assistir as palestras deverá fazer sua inscrição previamente. As palestras serão na sexta à noite, dia 9, no sábado de manhã e à tarde, dia 10. Os palestrantes serão Pastor Carlos e esposa Pastora Cidinha, ex-líderes da Jocum Araçatuba. São pessoas com vasta experiência em missões nacionais e internacionais. Um casal abençoado e quebrado por Deus!


Aí no sábado à noite, dia 10 e no domingo à noite, dia 11, haverá culto com a presença de cantores convidados e do pregador Lázaro Magalhães, de Campo Grande - MS. Estes dois cultos serão abertos ao público e não precisa de inscrição. A entrada é franca!


O local do evento é a Escola Maria José de Jesus Costa, em Vicentinópolis - SP. Começa sexta-feira, dia 9 de outubro, às 19:00 horas.


Esperamos que este evento seja um instrumento de Deus para abençoar as pessoas! Oramos ao Senhor para que Ele fale conosco e nos desperte para sua obra. Que o poder transformador da Palavra de Deus venha agir nos corações dos particpantes, contagiando a muitos depois da festa!


Venha participar daColheita 2009! Será uma benção em sua vida!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Amor é o Dom Supremo em Missões


Meditação Missionária em 1 aos Coríntios 13

1 – Ainda que eu tenha estudado a lingüística e saiba falar os dialetos de cada povo da Terra, além de falar as línguas dos anjos, se eu não tiver amor pelos povos não alcançados, o meu falar será apenas um barulho como o de um gongo ou como um som de um sino tocando.

2 – Mesmo que eu tenha o dom de profetizar e conheça toda a antropologia científica, a cultura e os costumes de cada país e tenha fé suficiente para mover todas as barreiras culturais, se eu não tiver amor pelas pessoas eu não sou nada.

3 – Poderia trazer muitas doações internacionais e até mesmo dar todas as coisas que eu tenho aos necessitados que estão nas regiões mais carentes do mundo, entregando meu próprio corpo para ser queimado pelo frio ou mesmo pela perseguição da Jihad, se eu não tiver amor, isso de nada me adiantaria.

4 – O amor é paciente perante as diferenças culturais e bondoso para com as pessoas de outros contextos religiosos e sociais, o amor não arde em ciúmes de outros missionários que recebem mais apoio de suas igrejas de origem, nem de outras denominações que estejam no mesmo campo, nem se sente orgulhoso em cumprir o que acima de tudo é nosso dever e também não é vaidoso quando o trabalho cresce.

5 – Não busca seu próprio reino e não age com segundas intenções com os nativos. Não se irrita com os perseguidores, nem fica magoado com as lideranças religiosas nacionais.

6 – O amor não se alegra ao presenciar as pessoas sofrendo pela sua desobediência ao Evangelho, mas se alegra quando a verdade é pregada e cumprida pelos pecadores.

7 – Sofre com o desconforto de um lugar sem desenvolvimento, mas crê que Deus fará realizar-se sua vontade soberana e espera ver toda aquela tribo ou povoado convertido suportando tudo.

8 – O amor é eterno, os cursos missionários, hoje tão necessários, não! A linguística, os dons, o estudo antropológico e social passarão com todas as demais matérias de missões.

9 – Hoje não sabemos tudo sobre missões, assim como muito pouco sabemos sobre os dons do Espírito.

10 – Mas quando Ele voltar, o “Desejado das Nações”, nossa falta de conhecimento não será mais problema perante o Sumo Missionário.

11 – No início de nossa experiência missionária, quantas vezes agimos como crianças, com atitudes tão infantis, mas agora como obreiros maduros e experimentados no trabalho passamos nosso conhecimento aos jovens aspirantes ao campo.

12 – Mas mesmo amadurecendo nunca poderemos ver as coisas espirituais com toda a clareza que gostaríamos, porém chegará o dia em que Deus nos explicará face a face tudo o que nos ocorreu no campo missionário. Agora conheço somente em parte o motivo daqueles problemas que enfrentei, mas naquele dia conhecerei os detalhes, assim como eu sou conhecido por Deus.

13 – Finalmente, em qualquer tipo de trabalho missionário, seja lá o campo que for, devem permanecer na Igreja, sempre a fé no único Deus que criou as nações, a esperança que todas elas se converterão até os confins da Terra e o amor a cada pessoa de cada grupo étnico. E não esqueça que a Paixão pelas almas é a virtude mais importante.


Aldacyr Rodrigues Mota
África – 1992, com algumas adaptações.


quarta-feira, 6 de maio de 2009

Evangelismo. Cumprindo o IDE de Jesus!

O termo Evangelho vem do grego Evangéllion, que significa boa nova ou boa notícia.
Os estudiosos afirmam que os gregos usavam a palavra evangéllion para indicar boas notícias do campo de batalha. Todos estavam na cidade esperando que alguém trouxesse boas novas sobre a guerra.

Para os cristãos, evangelho significa a boa notícia de que Cristo veio salvar os pecadores e livrá-los da escravidão do pecado.
Evangelismo, então, é o ato de levar as Boas Novas de Cristo aos pecadores através de métodos, estratégias e técnicas apresentadas no Novo Testamento.

Evangelizar é um dos propósitos de Deus mais importantes na vida do cristão, assim como foi na vida de Jesus. Um dia, no templo, Ele afirmou qual era sua missão na Terra. Lucas 4:18,19; 19:10.
Durante toda a Sua vida aqui, Jesus dedicou-se a pregar e anunciar que o Reino de Deus havia chegado e que todos deveriam arrepender-se. Mateus 4:23 / Lucas 4:43

Depois de Seu retorno ao céu, os discípulos ficaram encarregados de terminar Sua missão, pregando o evangelho a todas as pessoas. Marcos 16:15.
Deveriam começar por Jerusalém, depois pregar na Judéia, Samaria e até os confins da Terra. Atos 1:8.

Os discípulos obedeceram às ordens do Mestre e o evangelho foi sendo pregado.
Pedro pregou no dia de Pentecostes. Atos 2:14,38,40,41.
Estevão pregou entre o povo. Atos 6:8. E diante dos sacerdotes. Atos 7
Paulo pregou aos gentios de várias partes do mundo.
Filipe pregou em Samaria. Atos 8:5

Essa missão não foi nada fácil. O evangelho começou a ser anunciado por todo o mundo, mas pessoas sofreram e pagaram com suas próprias vidas para que isso acontecesse.
Estevão morreu apedrejado. Atos 7:54-60.
Pedro morreu crucificado de cabeça para baixo.
Paulo foi açoitado, preso, zombado e morto por amor ao evangelho.
Muitos cristãos foram queimados vivos, outros foram jogados em arenas e devorados por leões famintos.
Ainda hoje, muitos crentes sofrem por amor à Palavra de Deus. São perseguidos por anunciar que Jesus é o Salvador da humanidade.

Há muitas pessoas que ainda não conhecem o amor de Deus. Nós devemos pregar o evangelho a todas as pessoas, cumprindo o ide de Jesus. Pois esta é a nossa missão. Anunciar o amor de Deus às nações.
Há países como a China, a Nigéria, a Rússia, a Índia e tantos outros que não conhecem a Jesus e precisam da salvação. Países da “cortina de ferro”, da “janela 10/40” e ainda há o Japão, a Arábia Saudita e África do Sul entre outros.

O que nós vamos fazer para que esses países conheçam a Palavra de Deus. Você está disposto a abrir mão de seu conforto e de seus sonhos para cumprir o ide de Jesus? Está disposto a dar sua própria vida por amor à Palavra de Deus?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

A Igreja e a Sedução dos Novos Tempos

Meu Deus, o que fazer?

Tenho me perguntado o que será da igreja evangélica no Brasil.
Tenho ido a algumas igrejas, assistido algumas “pregações”, ouvido alguns “louvores” e é vergonhoso como os “crentes” têm se distanciado do verdadeiro evangelho. Como não se prega mais a Palavra de Deus, simples e pura como ela sempre foi.

As igrejas viraram empresas. O reino de Deus virou um mercado e o evangelho uma grande jogada de marketing para encher os bolsos de pessoas que não tem nenhum compromisso com Deus. Fazem de tudo (tudo mesmo!) para “ganhar uma alma”. Vale tudo para encher suas congregações e ter seus nomes e o de seus ministérios nas paradas de sucesso do “mundo gospel”.

Os pastores viraram administradores de empresas. Gastam seu tempo e sua vida buscando recursos para manter suas megaigrejas e seus projetos milionários que nada trazem além de um entretenimento para o público. Shows gospel freqüentados por uma multidão eufórica, dando brados de júbilo e dançando ao som de ritmos frenéticos, seguidos de canções que mais parecem um mantra de tão repetitivas. No final de tudo, temos um amontoado de religiosos frustrados com sua vida espiritual, buscando satisfazer sua sede de Deus em uma vida descompromissada com a Santa Palavra. Tudo vale nestes últimos tempos.

“Evangelhos” estranhos

Hoje, num mundo com uma cultura de inovação, começou-se a inovar também o tipo de evangelho pregado. O evangelho genuíno, aquele da cruz, quase não se ouve mais. A maioria das pregações mais se parece com um show, no qual o pregador (e não Cristo) é o centro.

Triunfalismo ou Confissão Positiva e Evangelho da Prosperidade

Os mais pregados. O primeiro coloca o crente como um ser humano intocável e inatingível por qualquer tipo de maldade ou aflição desta vida. Seus propagadores costumam soltar frases como: “Você é mais do que vencedor”, “Hoje a tua benção vai chegar” “Determine a tua vitória”, “Ninguém vai te deter”, entre outras.
Suas pregações são muitas vezes recheadas de muitos gritos eufóricos, ensurdecedores, sempre com essas frases de efeito e afirmações extravagantes que levam a platéia ao delírio. Às vezes são silenciosas. Isto varia de igreja para igreja.

Dizem que o crente fiel não pode aceitar nenhum tipo de doença em seu corpo, porque Jesus já levou todas as nossas enfermidades. Também não deve aceitar a pobreza, pois a pobreza é um estado que caracteriza a falta de fé ou a vida de pecado que uma pessoa está vivendo. Mistura-se muito aí com a Teologia da Prosperidade. Não é raro ver pessoas testemunhando os resultados do encontro com Jesus na igreja tal do pastor fulano de tal: bênçãos financeiras, cura das mais terríveis enfermidades. Quem estava na miséria, de repente passa a ter quatro carros, várias casas, apartamentos, empresas. Mas em raros momentos ou em nenhum ouve-se dizer do arrependimento e da renúncia ao pecado, da transformação interior e do desejo de agora anunciar Jesus aos perdidos.

É vergonhoso ver como existem “líderes” que não se importam em enganar as multidões com suas heresias e ensinos estranhos à Palavra de Deus. As igrejas estão lotadas de pessoas interesseiras. Só freqüentam os cultos por causa das benções que são anunciadas. Meu Deus, até parece uma liquidação de bênçãos! Acham que Deus é o Papai Noel. Só o vêem quando precisam de seu favor.

A Confissão Positiva é um tipo de ensino que deixa bem claro que não devemos aceitar nenhum tipo de mal em nossas vidas. Aceitar doenças ou miséria é demonstração de incredulidade ou fraqueza espiritual. Dizem que temos o direito à cura, a comer o melhor desta terra. E chegam ao mais absurdo: declarar sem o mínimo de receio ou temor que Deus é OBRIGADO a nos abençoar se formos obedientes.
Que evangelho é esse que coloca a criatura como dona de seu criador, ao ponto de poder exigir as suas bênçãos?

Que ensino é esse que tira a responsabilidade das pessoas por suas próprias vidas, afirmando que suas enfermidades são demônios e seus pecados são culpa do Diabo?
Que cristianismo é esse que coloca Deus somente como um distribuidor de presentes para uma massa ávida por satisfazer seus mais insanos desejos e sonhos.
Quero a minha casa com tal piso, com tantos quartos, no lugar tal e o Senhor tem que me ouvir, pois eu sou dizimista fiel, sou ofertante. Não aceito menos do que isso. Eu declaro! Eu profetizo! Eu determino!

As mensagens , tanto pregadas quanto das músicas, são meras variações de um mesmo tema. Tudo é igual. Só se ouve falar de sonhos, de milagres, de vitória!
Pregadores preguiçosos não estudam, nem dedicam tempo ao preparo da mensagem. Quando vão pregar, preenchem o tempo com clichês e gritarias. As frases feitas que todos já decoraram. A igreja parece gostar dessas frases e vão ao delírio quando o pregador grita (estufando as veias do pescoço e quase perdendo a voz já no começo da pregação) que o milagre vai acontecer, que a benção vai chegar, que tem anjo de fogo na porta, no meio da igreja, em cima do altar, que hoje o fogo vai pegar e que só vai receber aquele que gritar glória a Deus, porque quando a igreja manda glória pra cima, Deus manda glória pra baixo. Só não sei onde eles encontram essas coisas na Bíblia!

Depois desta introdução bombástica aí começa a seção “Olhe pro irmão que está do seu lado e diga...”.
Depois de várias repetições e mais alguns gritos, quando já se foram uns vinte minutos e nenhuma edificação, o pregador começa a contar uma história da Bíblia, contextualizando-a ao máximo, para imitar o pregador famoso.
A pregação segue no mesmo estilo: “sua benção vai chegar”, “o anjo está com a bandeja na mão”, “seus inimigos vão aplaudir de pé a sua vitória”, “seus sonhos vão acontecer”, “não desista dos seus sonhos”...

Assim acontece até quase o final, quando começa a seção “retété”. O pregador diz que não vai mais pregar porque a glória de Deus é muito grande e ele não consegue mais pregar (na verdade ele não tem nada para dizer, porque não leu a Bíblia e nem preparou a pregação). Então ele começa a atacar alguns crentes que não foram contagiados pela “glória” de Deus que invadiu o lugar. Fica indignado com a “frieza” de alguns irmãos que não entram no “retété de Jeová” e começa a proferir adjetivos nada agradáveis a esses irmãos como “boca de lata”, “sorveteriano”, “gelateriano”, “boca travada” entre outros. Chega a dizer que esses irmãos não vão se acostumar no céu porque lá é lugar de “retété”. Meu Deus!
Para terminar a grande noite de milagres e poder de Deus, chama todos à frente, pedem a uma irmã que cante um, dois, três ou quatro “hinos de fogo”. Aí começa o “reboliço”, como muitos chamam.

Pense agora na igreja. Todos vão ao culto para alimentar-se da Palavra de Deus. Estão sedentos por ouvir o Senhor falar e acabam por ouvir uma pregação vazia e nada edificante. O pior é que a igreja está acostumando-se a isso. Onde iremos parar?
Quando começa o “reboliço” ou clímax do “retété”, aí se vê de tudo. Irmãos e irmãs “dançando no espírito”, pulando, jogando-se ao chão, arrastando-se como cobras, engatinhando como um quadrúpede, rugindo, grunhindo, latindo, piando, quebrando cadeiras, soprando uns nos outros, enquanto o pregador joga seu paletó e sua gravata mágica no meio do povo para fazer alguns caírem ao chão na “unção de Jeová”. E dizem que tudo isso é a liberdade do Espírito.

Uma fila se forma na frente do pregador e ele com seu sopro super-poderoso derruba dezenas de irmãos ao chão. Em meio a gritarias e bizarrias, alguns ainda caem ao chão como bêbados e começam a rir sem parar. É a “unção do riso”. Quando todos já estão cansados, então voltam aos seus lugares, termina o culto e todos vão embora dizendo que o culto foi uma benção. No outro dia (ou no mesmo!) voltam à vida de pecado e frieza em que estavam. Não aprenderam nada, não foram edificados, não prestaram seu culto racional. Apenas sentiram uma emoção que não foi suficiente para transformar ou abrir seus olhos. Porque a fé vem pelo ouvir, mas ouvir a Palavra de Deus e não os gritos ensurdecedores de pregadores despreparados, dizendo que foram guiados pelo Espírito Santo. Não acredito que o Espírito Santo dirija espetáculos como esses que vemos por aí quase todo dia. Acredito num culto com ordem e decência. Sou pentecostal, gosto do fogo, mas do fogo de Deus. Fogo estranho jamais.

Acredito no batismo com o Espírito Santo e sou batizado, acredito no dom de línguas, acredito nas profecias e em todos os dons do Espírito e que eles se manifestam hoje em dia assim como no passado. Creio que a manifestação do Espírito não é estática. Não estou dizendo que devemos fazer um culto parecido com uma missa católica, mas os exageros que ocorrem nas igrejas evangélicas de hoje estão um pouco longe do verdadeiro pentecostalismo: o bíblico.

Precisamos rever nossas práticas e ensinos. Precisamos nos preocupar mais com a qualidade do que é pregado e cantado nas igrejas. Devemos tomar cuidado e combater esses desvios, exageros e em muitos casos, podemos dizer até heresias, porque não conhecemos as conseqüências de tais práticas. A igreja está enfrentando muitas crises e a saída é retornar à Palavra de Deus. Nela, encontramos tudo o que precisamos saber para sempre acertar. Ela é o manual da Igreja. Não há como negar isso.

Precisamos pregar a verdade para que Deus abra os olhos dos lideres. Eles devem ensinar corretamente suas congregações para que todos experimentem qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus!
Chega de ensinos como a Teologia da Prosperidade, Triunfalismo, Retété, Cair no Espírito, Unção do Riso, Maldição Hereditária, transferência de unção, Adoração Extravagante, mensagens de auto-ajuda, guerra espiritual, exageros e bizarrias. Chega de sermos egoístas e interesseiros. Chega de ajuntar tesouros na terra e comecemos a granjear almas para o reino de Deus.

Vamos falar de Jesus. Ensinar sobre os dons do Espírito, falar de missões e da igreja perseguida. Vamos falar sobre renúncia e pecado, sobre ser fiel e sobre bom testemunho. Vamos anunciar a iminência da volta de Cristo, falar sobre o juízo final. Vamos pregar o verdadeiro evangelho!
Jesus está às portas e vem buscar uma igreja santa, especial, zelosa de boas obras. Será que estamos preparados?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Meu Socorro

Quantas páginas já foram viradas
Quantas lágrimas derramadas
Parece tudo tão grande neste mundo tenebroso
Quando não olhamos para o alto

O mar põe-se à frente
As montanhas enfileiradas ao lado
O inimigo persegue-nos com fúria
Tudo parece perdido

O coração fica apreensivo
De onde me virá o socorro
E a Palavra que me garante
O meu socorro vem do Senhor

Que fez o céu e a terra
Que fez a vida e a morte
Que fez a vitória e a derrota
Pois em tudo devo dar graças

Não há força que segure
Não há vento que o pare
Pois Ele é o dono de tudo
Ele é o dono do mundo

E quando sinto que a vida
Já não quer mais viver
Olho para o alto dos montes
O meu socorro vem no Senhor


Arnaldo Braga
Jesus Cristo - Esperança da Nação!